Um dos assuntos abordados durante o 29º ENSP foi o cooperativismo de crédito. O diretor-presidente do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Marco Aurélio B. de Almada Abreu, fez uma exposição sobre o cooperativismo de crédito no Brasil, seu estágio, as grandes questões envolvidas e aproveitou para tirar as dúvidas da plateia.
De acordo com Almada, o cooperativismo ainda suscita muitas dúvidas, especialmente para os empresários que utilizam inúmeros serviços bancários e precisam de soluções mais vantajosas. Embora o atendimento a empresas seja recente, uma vez que as cooperativas de crédito foram autorizadas a atender pessoas jurídicas há dez anos, as opções de serviços e produtos são as mesmos dos bancos convencionais. “Normalmente as empresas encontram na cooperativa um serviço mais rápido e mais barato do que nos outros bancos. Além de ser boa para o cooperado, que tem tarifas mais baixas e é recompensado com as sobras anuais, ela é boa para a localidade onde se encontra porque é uma entidade comprometida com o território e é um dos instrumentos do desenvolvimento local”, explica.
O diretor-presidente do Sicoob chamou atenção para o potencial do cooperatismo de crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. “O cooperatismo chegou ao Brasil pelo Sul e tem mais tempo de estrada aqui e no Sudeste, mas tem se desenvolvido de maneira muito consistente e rápida nas demais regiões brasileiras”, pondera.
O coordenador do grupo temático, o presidente do Sindilojas Arapiraca (AL), Wilton Malta, conta que seu sindicato está construindo um espaço para a instalação de sua própria cooperativa de crédito, vinculada ao Sicoob, e voltada ao empresário. “Arapiraca é uma cidade do interior de Alagoas, com 220 mil habitantes. Sua economia gira em torno da produção de fumo, mas ruma para a diversificação. Queremos modificar também a mentalidade das pessoas com o cooperativismo de crédito, estimulá-las a sair do individualismo e passar a ter uma visão cooperativa, integrada”, planeja.
Malta e Almada enfatizam a participação dos empresários para fomentar o cooperativismo de crédito. Segundo eles, uma cooperativa precisa ter uma liderança forte, um conselho empreendedor, para propagar seu conceito e conquistar cada vez mais cooperados. Por isso o debate realizado durante o 29º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais foi relevante para apresentar o cooperativismo de crédito e sanar as dúvidas de presidentes de sindicatos empresariais, executivos sindicais e de federações do comércio, que representam os interesses do empresariado.
Conforme informa Almada, o Sicoob está presente em 24 estados, possui 531 cooperativas, 2.100 agências e conta com 2,5 milhões cooperados, entre pessoas físicas e jurídicas.
Fonte: 29º ENSP