Em maio, a receita nominal do setor de serviços registrou crescimento de 1,5% ante abril, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada dia (17/07) pelo IBGE. Em relação a maio de 2013, também houve aumento nominal de 6,6%, 0,4 ponto percentual a mais do que a variação anual de abril (+6,2%). Já no acumulado do ano, o ritmo de expansão da receita nominal do setor (+7,8%) tem sido menor do que no mesmo período do ano passado (+8,4%).
Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, descontada a inflação, o setor sofreu variação real de -2,1% nos últimos nos últimos doze meses. “Com inflação de 8,7% nos doze meses encerrados em maio, o setor acumula três meses de queda na receita real” explica Bentes. A série da PMS, iniciada em janeiro de 2012, não conta com um deflator próprio ou com ajustes sazonais a e a deflação foi calculada pela variação média dos últimos doze meses dos preços dos serviços que integram o IPCA (+8,7%).
Bentes destaca que a expansão do setor em maio foi influenciada pelo desempenho positivo do grupo serviços de informação e comunicação (+2,4%). “Já na comparação anual, os mesmos serviços de informação e comunicação cresceram (+4,4%) e não permitiram uma alta mais expressiva da receita, que foi impulsionado pelos serviços prestados às famílias (+11,6%) e pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (+7,8%)”, afirma o economista. No acumulado do ano, o Centro-Oeste (+17,3%) é a região que tem apresentado maior crescimento e responde por 6,6% da receita média anual dos serviços pesquisados pelo IBGE.
Os segmentos de educação, saúde e serviços financeiros não fazem parte da PMS, mas os serviços pesquisados são34,6% das ocupações no País e por 36,5% do valor adicionado bruto gerado pela economia brasileira. Acesse abaixo a nota completa da Divisão Econômica da CNC.
Fonte: CNC