A primeira reunião da Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBCM) do ano, realizada nesta terça-feira, 8 de abril, na CNC em Brasília, recebeu convidados como a assessora do Senac Nacional, Maria Luiza Araújo, e o diretor de Cartões e Financiamento ao Consumo da CEF, Mário Ferreira Neto. Presidido pela o coordenador, Roberto Breithaupt, o encontro teve, também, a presença do vice-presidente Administrativo da CNC, Josias Albuquerque.
Mário Neto explicou ao grupo o funcionamento do Construcard, um sistema de financiamento concedido pela Caixa para compras exclusivas de material de construção em que o beneficiário tem de dois a seis meses para comprar o que precisar e, durante esse período, paga somente os juros dos valores utilizados. “É importante a discussão, porque só é possível melhorar se trabalharmos juntos com o setor, para entender as necessidades. Esse tipo de produto que criamos é algo que muito interessa à cadeia, e é muito importante a aproximação com o setor, para que consigamos evoluir nesse serviço”, disse o diretor da Caixa.
Senac no Pronatec
Seja pelo Programa Senac de Gratuidade (PSG) – ação de inclusão social destinada ao público de baixa renda e baixa escolaridade – ou pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) – instituído pela Lei nº 12.513, em outubro de 2011, que visa ampliar a oferta de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população brasileira por intermédio de uma série de projetos e ações –, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) oferece cursos técnicos relacionados ao segmento de construção, tanto em ocupações no comércio dos produtos, como vendas, por exemplo, quanto naquelas relacionadas à infraestrutura, como pedreiro de alvenaria, pintor, eletricista, encanador e outras.
Maria Luiza apresentou à câmara dados e atuações do Senac em prol da capacitação de profissionais brasileiros para o setor do comércio. Em 2013 o Senac registrou um total de atendimentos de 2.456.183, sendo 1.663.685 de matrículas em cursos, 462.586 pelo PSG e 479.437 pelo Pronatec. Esses cursos – em especial a aprendizagem, a capacitação e o aperfeiçoamento – têm no mínimo 40 horas (aperfeiçoamento e aprendizagem com até mil horas). “Aqui no aperfeiçoamento e na capacitação eu acredito que estejam os profissionais demandados pelo setor de construção. Embora esse não seja um setor próprio do Senac, estamos à disposição para customizar aqueles cursos, oferecendo-os, inclusive, no local de trabalho – tanto pelo PSG, sem qualquer custo para o aluno, como via Pronatec”, explicou Maria Luiza.
Fonte: CNC