O volume de vendas do comércio, em março, sofreu uma queda de 0,1% em março, na comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior o comércio teve alta de 4,4%. No primeiro trimestre de 2013, em relação a igual período do ano anterior, o varejo registra crescimento de 3,8%, puxado por artigos de uso pessoal e doméstico e combustíveis e lubrificantes. O cálculo do varejo ampliado, que inclui os resultados do comércio de veículos automotivos e de materiais de construção, registrou um aumento de 0,1% nas vendas, na comparação entre março e o mês de fevereiro deste ano.
Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o comportamento dos preços nos hiper e supermercados, ramo que responde por 25% do faturamento anual do comércio, tem influenciado significativamente o desempenho das vendas. “Enquanto os preços do varejo, na comparação com março do ano passado, subiram 8,7%, no ramo de hiper e supermercados a alta é mais expressiva, de 12,7%”, afirma Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC. Mas, apesar disso e da alta na comparação com o ano anterior, o comércio precisaria crescer bem mais para alcançar os números positivos do ano passado. “Para repetir o bom resultado de 2012 teríamos que crescer de abril a dezembro a uma taxa de cerca de 2% ao mês, uma realidade que podemos descartar a curto prazo”, conclui o economista. Para abril, a expectativa da CNC é de que o volume de vendas do varejo fique praticamente estável (+0,1%) em relação a março. Para o final de 2013, as expectativas da CNC são de que as vendas do varejo registrem expansão de 4,5%.
Em termos regionais, destaque para os estados de Mato Grosso do Sul (+13,2%), Rio Grande do Norte (+9,6%) e Paraíba (+8,6%), que tiveram os melhores desempenhos nas vendas em 2013.
Acompanhe a nota: http://www.cnc.org.br/sites/default/files/arquivos/nota_pmc_4.pdf
Fonte: CNC